27 Junho, 2008

24 anos depois: a Espanha na final do Europeu!

No futebol não há constantes eternas. Há sempre quem afirme que a Espanha “vai a todas, mas fica sempre pelo caminho”, promete muito, mas falha quando é a doer. Também se dizia que a Espanha estava fadada a perder com a Itália neste Europeu. Porque é o que manda a tradição. Nada de mais errado. Com todo o mérito, a Selecção espanhola conquistou o primeiro lugar do seu grupo, arrancou a vitória “a punhos” mas justamente nos quartos e agora avança para a final com toda a glória, arrasando uma Rússia surpreendente, à qual ninguém pode retirar o valor.

Por isso, antes de mais, parabéns à Espanha e à sua excelente equipa (note-se o realce para o conjunto).

Equipa que não o seria, sem o talento e a experiência de um grande “maestro” do futebol, Luis Aragonés, que já se sabia estar de saída do comando da Selecção para ir treinar o Fenerbahçe (isto de anunciar contratações de treinadores antes de jogos decisivos no Europeu está a virar moda…), algo que, afortunadamente para a competição, nem sequer beliscou o desempenho dos jogadores.

O intervalo pode ter chegado com um empate a zero, mas os números da partida deixavam bem claro que a Espanha não iria sucumbir ao futebol “venenoso”, de primeiro toque, com que os russos “aviaram” a Suécia e a Holanda. Não, os espanhóis estavam fortes e confiantes, além de já terem uma boa “rodagem” contra a táctica russa, fruto da vitória por 4-1, em Innsbruck, apenas 16 dias antes. Bem orientados pelo seu técnico, com o apoio incondicional e visível da sua afición nas bancadas e observados de perto pela realeza espanhola, o ânimo era total.

A verdade é que a equipa russa nunca teve espaço para trocar eficazmente a bola, pois havia sempre um espanhol a pressionar quem a transportava, “secando” quase por completo a dupla atacante Andrei Arshavin e Roman Pavlyuchenko. Pelo contrário, a Rússia nunca teve argumentos para parar a “fúria” espanhola dentro das quatro linhas (ou dentro das regras).

Tendo a linha atacante da Rússia bloqueada e mostrando claramente a sua força, os pupilos de Aragonés não perdoaram na segunda parte. Nem a lesão de David Villa – um dos melhores avançados em prova – aos 34 minutos fez alterar o rumo de jogo.

O primeiro golo nasce do entendimento perfeito entre uma dupla de médios do Barcelona,  Andrés Iniesta e Xavi Hernández, com Xavi a apontar decididamente o tento que inaugurou a partida e indiciou o princípio do fim para a Rússia.

Uma palavra adicional para Iniesta, fundamental no conjunto espanhol, não só pelo papel neste primeiro golo, mas por todo o trabalho que realizou ao longo do jogo e que lhe valeu o prémio de Homem do Jogo para a UEFA.

No entanto, houve outra figura de destaque. A partir do primeiro golo, foi Fàbregas, que havia substituído Villa, a marcar o ritmo da partida, deixando a Rússia completamente à deriva. Foram duas excelentes assistências de Fàbregas que deram os restantes golos da partida.

O primeiro, marcado por Daniel Güiza, vencedor, recorde-se, do sempre cobiçado “Pichichi”, prémio atribuído ao melhor marcador do campeonato espanhol. Valeu a chamada à Selecção, deste avançado do Maiorca, ontem devidamente justificada…

…o segundo, pelo “irrequieto” e desiquilibrador avançado do valência, David Silva, quanto a mim um dos melhores em todas as partidas da Espanha neste Europeu.

Pouco mais há a acrescentar. As estatísticas do jogo mostram bem o domínio espanhol: a Rússia teve apenas um remate bem direccionado à baliza, enquanto a Espanha acertou 11 de um total de 20 tentativas (mas o guarda-redes russo, Igor Akinfeev, foi obrigado a “salvar” os companheiros em oito ocasiões). De resto, foi um “recital espanhol à chuva” em Viena, com Casillas a ter um jogo atento, mas mais descansado.

A Espanha envia a Rússia de volta a casa…

…e tem razões justas para celebrar a conquista de um lugar na tão ambicionada final, contra a Alemanha. Que ganhe o melhor!

Estatísticas:

Rússia Espanha
0 Golos marcados 3
2 Cartões amarelos 0
0 Cartões vermelhos 0
1 Remates à baliza 11
5 Rem. fora 7
17 Faltas cometidas 14
3 Cantos 4
1 Foras-de-jogo 4
29′ 17” P. bola (tempo) 31′ 21”
48% P. bola (%) 52%

26 Junho, 2008

Ballack ou Damon? Descubra as diferenças

26 Junho, 2008

Sem comentários… (2)

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Platini agastado com a admissão do FC Porto na Liga dos Campeões:

“Entrevistado pelo diário desportivo espanhol Mundo Deportivo, o presidente da UEFA, Michel Platini, disse não aprovar a entrada do FC Porto na próxima edição da Liga dos Campeões.

O veredicto final da UEFA sobre a admissão do FC Porto na Liga dos Campeões levantou muitas vozes de discórdia, entre elas, a do presidente da UEFA, Michel Platini.

“Como presidente da UEFA não estou nada contente com a sua (FC Porto) inclusão na Liga dos Campeões. Digo-o claramente. Durante o meu mandato, a UEFA vai lutar até à morte contra a corrupção”, afirmou o dirigente à edição de hoje do jornal espanhol.

A UEFA decidiu aprovar o caso do FC Porto – que podia não alinhar na Liga dos Campeões devido ao alegado envolvimento em casos de corrupção - a 16 de Junho e garantiu que o processo não será reapreciado na Comissão de Controlo e Disciplina do organismo antes do início da época 2008/09.

Para Michel Platini, esta foi uma decisão errada.”

in RTP

Tem a palavra o FC Porto…

26 Junho, 2008

Sem comentários…

26 Junho, 2008

Javier Balboa assina pelo Benfica

O SL Benfica já comunicou à CMVM ter adquirido “100% dos direitos desportivos do jogador Javier Ángel Balboa Osa ao Real Madrid F.C. pelo montante de 4 milhões de euros”. O clube da Luz acrescenta na comunicação ter “celebrado com o referido jogador um contrato com término a 30 de Junho de 2012, o qual inclui uma cláusula de rescisão no valor de 20 milhões de euros”.

Numa “operação relâmpago” (pode ser que a Direcção benfiquista esteja finalmente a aprender com os erros) e de forma descomplicada, Javier Balboa foi, ontem, apresentado no Estádio da Luz. Aliás, o próprio jogador revelou ter sido “fácil” chegar a acordo: “Estava convencido para vir… falei com o Rui Costa e queria vir”, afirmou, adiantando ainda que, a propósito da sua escolha: “É importante a confiança do Quique como o facto de continuar num clube importante a nível europeu e o melhor de Portugal”.

Boa sorte ao moço e aqui ficam algumas informações e imagens para os mais curiosos:

Informações pessoais
Nome completo: Javier Ángel Balboa Osa
Data de nasc.: 13 de Maio de 1985 (23 anos)
Local de nasc.: Madrid, Espanha Espanha
Altura: 1,82 m

Informações profissionais
Clube actual
Benfica
Posição
Atacante, Extremo
Clubes Anteriores
Real Madrid C
Real Madrid Castilla
Real Madrid
→ Racing Santander (E)
Real Madrid

Seleção nacional
Guiné Equatorial

25 Junho, 2008

O que se diz por aí…

Como “até ao lavar dos cestos é vindima”, vamos continuar a ronda de possíveis transferências pelos “3 grandes”, aguardando que os casos mais eminentes sejam, de facto, confirmados por declarações oficiais.

  • Dizem que Carlos Martins já acertou contrato com o Benfica, por 5 temporadas e que o negócio com o Recreativo de Huelva se faz por cerca de €3 milhões…

    …enquanto Pongolle continua em reflexão. Pudera, com uma oferta do Atlético de Madrid, que vai à pré-eliminatória da Champions… o que ainda pode acontecer é ir parar ao Benfica por empréstimo dos colchoneros (piadinha… ou não), mas espera-se uma resposta definitiva do avançado, ainda hoje. Oxalá não se faça de muito rogado, a Liga portuguesa precisa de jogadores da qualidade dele.

    http://cache.daylife.com/imageserve/0eKb97v6xA9m7/610x.jpg

    Entretanto, Miccoli continua insistentemente a ser dado como ainda estando na rota do clube da Luz, quem sabe se mais por uma questão emocional do que racional… mas é daqueles jogadores que será sempre bem vindo e, arrisco-me mesmo a afirmar, se Rui Costa conseguisse assegurar a contratação do “pequeno bombardeiro”, a onda de entusiasmo dos benfiquistas seria algo do outro mundo!

    http://faithloveandmistery.blogs.sapo.pt/arquivo/miccoli%20champions.JPG

    Pablo Aimar é outro dos nomes dado como muito próximo da Luz, tendo até sido “avistado” no centro de estágio do Seixal na semana passada, inteirando-se das condições do Benfica. A ver vamos se a carta que Rui Costa lhe terá escrito, no sentido de sensibilizá-lo a aceitar o “seu” número 10, irá dar frutos. Ao que consta, o acordo estará para muito breve. Sobre este, nem tenho palavras… é um génio da bola e merece bem mostrá-lo, longe de um Saragoça que desceu à segunda divisão de Espanha.

    http://www.zaragocistas.com/fotos/1163986203.jpg

    Um dos nomes avançados mais recentemente e com excelentes contornos para chegar a bom porto é o de Javier Balboa, extremo direito possante da Guiné-Equatorial, nos quadros do Real Madrid, mas que não faz parte das contas actuais do clube Merengue.

    http://cache.daylife.com/imageserve/09Ho0iZ1QQ9vm/610x.jpg

    Junte-se-lhe ainda os seguintes, como estando na “mira” de Quique Flores como sugestões ou possíveis oportunidades de negócio, mas cuidado, porque pode haver aqui alguma dose de especulação:

    http://chello.images.infostradasports.com/images/lib/news/large/PRO_40124_RobertoAyala.jpg

    (Roberto Ayala, também do Saragoça, que pode bem estar de saída, mas o negócio deverá ser complicado, atendendo ao elevado salário do defesa central e ao desejo da família permanecer em Espanha)

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    (Seitaridis, lateral grego, ex-FC Porto, agora no Atlético de Madrid, mas na lista de dispensáveis. Outro negócio complicado, devido ao ordenado do jogador)

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    (Rafael Sóbis e David Odonkor, ambos do Bétis de Sevilha. O primeiro é brasileiro, actua como médio ofensivo ou como segundo ponta-de-lança, o segundo é alemão e actua preferencialmente como extremo direito. Certamente, nomes alternativos aos alvos preferenciais de Rui Costa, mas ainda a ter em consideração)

  • Para os lados do Dragão, e depois da “contratação-relâmpago” de Cristian “Cebola”" Rodriguez , que muita tinta tem feito correr (e algumas lágrimas de benfiquistas mais sensíveis ao sin-propanetial-S-óxido) a “novela Quaresma” parece estar próxima do seu final, com o Inter de Milão de Mourinho a perfilar-se como o destino mais que provável do extremo criativo, que poderá assim deslumbrar Itália com as suas famosas trivelas.http://img.photobucket.com/albums/v462/artoflove/atordoadas/quaresma-1.jpg

    Com o negócio bastante dispendioso de Rodriguez, o Porto parece estar praticamente desinteressado do colombiano Freddy Guarín, que já era dado como quase certo no Dragão, isto atendendo às declarações de Pinto da Costa sobre o assunto (mas a cautela aconselha sempre a tomar essas declarações com “uma pitada de sal”).

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    Outro jogador referenciado, neste caso para a lateral direita, agora que Bosingwa “is gone, baby, gone” para o Chelsea, tem sido o romeno Cristian Sapunaru do Rapid Bucareste.

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    Nome ao qual se havia já juntado o de Michael Chretien, também lateral direito, neste caso do Nancy.

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  • No Sporting, a única transferência quase confirmada (faltará apenas assinar contrato) é a de Marco Caneira, o que já não constitui propriamente uma surpresa, mas que se aplaude pela forma insistente e consistente como o clube de Alvalade sempre pretendeu contar com o jogador.

    http://luminescencias.blogspot.com/uploaded_images/scp_inter_20060912_marco-caneira-757413.jpgEnquanto isso, aguardam-se novidades sobre as possíveis saídas do guarda-redes Stoikovic e dos médios Miguel Veloso e João Moutinho, além do desfecho das negociações por Grimi.  No entanto,  anda tudo muito pacífico para os lados de Alvalade. O que até pode ser um bom sinal.

24 Junho, 2008

Adágio tardio à presunção antecipada

ALEMANHA 3 – 2 PORTUGAL

Pois é, a Alemanha marcha em frente contra canhões turcos – quiçá mais poderosos, ainda que desfalcados – e ocupa um lugar que poucos lhe vaticinavam, quando o adversário que tinha pela frente era a esquadria portuguesa, “favorita” à conquista do Euro 2008…

Golos de Bastian Schweinsteiger, Miroslav Klose e do inevitável Michael Ballack ofereceram ao técnico Joachim Loew (que até estava suspenso e longe do banco alemão) uma saborosa vitória, de bom nível, talvez no pico das suas possibilidades actuais. Pelo menos, alguém deu “o litro” em Basileia.

Nuno Gomes and Hélder Postiga ainda ripostaram pelo lado dos portugueses, mas o resultado de 3-2 é uma falsa margem mínima, pois a selecção portuguesa nunca conseguiu impor qualquer tipo de superioridade e apenas a espaços pareceu querer reclamar o controlo de uma partida que todos esperávamos que ganhasse.

Bom, talvez nem todos… confesso que, após a pálida exibição frente à Suíça, fui um dos que definitivamente desceu à terra e coloquei seriamente em causa a capacidade anímica e física de Portugal perante uma Alemanha que, não sendo a equipa recheada de brilhantes estrelas de tempos idos, afigurava-se como excelentemente organizada e preparada para o embate. Isto, por muito que os alemães tenham entrado previamente no “joguinho do empurra”. A mim, pelo menos, não convenceu.

Acredito que o próprio Sr. Luiz Felipe Scolari tivesse os seus receios à entrada para o estádio. Se os tinha, eles concretizaram-se em pleno. A dianteira, com Cristiano Ronaldo, Deco e restante companhia de talentos atacantes acabou traída por uma linha de defesas quase irreconhecível em termos de eficácia, coroada por uma exibição desastrosa de Ricardo na baliza. Todos contribuíram para o domínio alemão e os seus três “tiros” certeiros.

Schweinsteiger (esse colosso, que pode estar a caminho do AC Milan, se os italianos pagarem ao Bayern a cláusula de rescisão de €21,5 milhões) afirmou posteriormente que a Alemanha foi a melhor equipa em campo, com uma pressão constante sobre Portugal e que todos jogaram em homenagem ao castigado Joachim Loew. Nisso, acredito piamente.

Agora… alguém viu o tributo dos jogadores portugueses a Scolari, em campo, durante a partida ou na conclusão da mesma? Obviamente, não se esperavam faixas de despedida já preparadas, ao jeito da equipa suíça. Isso seria triste, ridículo e vergonhoso. Fica, no entanto, assinalada a… ahem… “falta de expressividade solidária” para com um técnico que muito fez por esta selecção e esta equipa, mas cujo “canto do cisne” ficou irremediavelmente marcado pelo anúncio fora de tempo da sua transferência para o Chelsea. Algo que Scolari, nas entrelinhas, terá admitido, ao considerar-se o último culpado pelo destino de Portugal neste Euro 2008…

“There’s only one team in Basel”, cantaram os adeptos alemães, em inglês.

Francamente, apesar do tom do meu comentário, permitam-me discordar. Estiveram duas equipas e meia em campo. Uma, a da Alemanha, em pleno. Outra, a de arbitragem, também em pleno, para o bem e para o mal, mas pelo menos deixou jogar. A meia equipa restante funcionou do meio campo português para a frente, mesmo que sem os espaços, a pujança física e o brilhantismo dos anteriores jogos. Contudo, recordo o excelente passe de Deco (em grande, neste Europeu) à procura de Ronaldo, que atirou para defesa de Lehmann, mas a bola, sobrando para Nuno Gomes, acabou no fundo das redes. Um golo importante, no final da primeira parte, até porque tornou o Nuno no quarto jogador a marcar em três campeonatos europeus diferentes, igualando Thierry Henry, Jurgen Klinsmann e Vladimir Smicer, todos com seis golos. Só Alan Shearer (sete) e Michel Platini (nove) marcaram mais. Nuno igualou também Luis Figo no recorde de presenças em partidas de europeus (14). Quem diria, não é, Nuno?

Recordo ainda a pressão do meio campo no início da segunda parte, que valeu a Friedrich e Philipp Lahm merecidos cartões amarelos, por faltas cometidas sobre Ronaldo e Deco, respectivamente.

Pressão essa que os alemães acusaram e que os portugueses quase transformaram em golo da igualdade, aos 11 minutos, não fosse o cabeceamento desinspirado de Pepe.

É certo que foi a Alemanha a ampliar a vantagem, ao passar da hora de jogo, no seguimento de um livre concedido por Pepe. Também é certo que, mais uma vez, a defesa não foi capaz de lidar com Schweinsteiger. Contudo, não deixa de ser verdade que a jogada do golo é, no mínimo controversa. Ballack, por grande jogador que seja, ainda precisou de um belo de um empurrão a Paulo Ferreira (colega de equipa no Chelsea), para ganhar o espaço necessário de modo a bater Ricardo, mesmo que o guarda-redes se tenha precipitado na saída à jogada.

Recordo ainda o “golo de honra” português, a três minutos do final, quando Nani cruzou para o bom cabeceamento de Hélder Postiga. Um presente para o ponta-de-lança que vestirá de verde e branco na próxima época e a quem aproveito para desejar êxito nessa nova empreitada.

Mesmo assim, o que fica para a memória é o afastamento amargo da Selecção portuguesa, que não atinge as meias-finais de um Campeonato Europeu, pela primeira vez desde 1996.

Pelo contrário, a Alemanha alcança as meias-finais de um europeu precisamente desde 1996, ano em que os alemães levantaram o troféu pela última vez… poderá o passado repetir-se?

Certo é que, com esta vitória, a Alemanha atinge um total de 52 golos em fases finais de europeus. Só a Holanda marcou mais (54), mas a Holanda parece ter tomado do mesmo chá que Portugal e já não está em competição, pelo que é mais um recorde em aberto…

São estes os frios números que contam e a moral da história é que, tendo já alcançado um patamar  de respeito no futebol mundial, pois isso ninguém nos tira, não podemos viver da simples presunção de favoritismos e vitórias antecipadas. Há que jogar para ganhar sempre, com ambição , dedicação e força a  200%, mas  também com a dose certa de humildade. Por parte de jogadores, equipa técnica e, por que não dizê-lo, dos próprios adeptos de Portugal em todo o mundo. Ah, já agora, se não for pedir muito… com o mínimo de “novelas” possível.

Estatísticas

Portugal Alemanha
2 Golos marcados 3
3 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
6 Remates à baliza 5
12 Rem. fora 5
11 Faltas cometidas 15
8 Cantos 3
2 Foras-de-jogo 2
33′ 28” P. bola (tempo) 25′ 8”
57% P. bola (%) 43%

17 Junho, 2008

O que se diz por aí…

  • O Benfica e o Recreativo de Huelva terão já chegado a acordo quanto à transferência de Carlos Martins e Sinama Pongolle, por uma verba total a rondar os 10 milhões de euros (sendo que 40% da verba acordada por Martins pertencerá ao Sporting CP). O Benfica, que supostamente já encerrou também as negociações com os dois jogadores (embora Pongolle diga que ainda nada está assinado, deverá apresentá-los na Luz nos próximos dias. Ficamos à espera.

  • (Carlos Martins e Sinama-Pongolle)

    A serem confirmadas estas duas transferências, poderão (ou não!) ser afastados outros nomes que têm surgido mais recentemente para as linhas dianteira e média, tais como:

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    (Miccoli, “o desejado”)

    http://www.planetadofutebol.com/files/articles_image_1469_5081.jpg

    (Damián Escudero, “o sucessor de Rui Costa”)

    Luisão parece estar de saída do Benfica, nem que seja “empurrado”, a fazer fé em notícias que o dão como oferecido ao Newcastle de Inglaterra por um valor negocial de cerca de 15 milhões de euros.

    http://i120.photobucket.com/albums/o171/desportugal_album/luisao_academica_benfica_desportuga.jpg

    De lembrar também outros jogadores negociáveis por transferência ou empréstimo que podem também estar de saída:

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    (Katsouranis / Luis Filipe)

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    (Freddy Ady / Laszlo Sepsi)

    Jorge Ribeiro estará perto de ser anunciado no Benfica, tendo em conta as declarações proferidas no final do jogo de Portugal com a Suíça. Começou por pedir para não lhe colocarem perguntas sobre o seu futuro, mas ao ser confrontado com a possibilidade Benfica, jogou pouco à defesa: “Não há nenhum problema em anunciar, mas todos já sabem o meu futuro. O Benfica? Não posso dizer ainda, mas todos sabem”. Esclarecidos?

  • No Sporting FC, os últimos rumores referem-se a transferências de guarda-redes. Um diz que Mourinho estará atento ao guarda-redes Rui Patrício, para colmatar a possível saída de Toldo do Inter de Milão. Seria, no mínimo, interessante, pois é bem conhecido o “olho clínico” de Mourinho.

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    Outro adianta que FC Porto e Sporting CP estarão prestes a concretizar uma troca entre:

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    (Stojkovic <-> Nuno Espírito Santo)

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    Normalmente, classificaríamos isto como especulação pura, mas tendo em conta o recente negócio entre os dois clubes rivais por Postiga… tudo é possível.

  • Para os lados do Dragão, convenhamos, a única questão que mantém todos em suspenso é: Para onde irá Quaresma? Após o jogador ter revelado já ter um acordo com um grande clube, especula-se muito e descobre-se pouco. Os nomes mais sonantes, tendo em conta os valores envolvidos (sempre de 25 milhões de euros para cima) afiguram-se por aí como: Chelsea, Inter ou Real Madrid. Qual terá sido a finta do “Harry Potter” desta vez?
  • http://vince74.files.wordpress.com/2007/07/12739.jpg

17 Junho, 2008

FC Porto na Liga dos Campeões

A UEFA oficializou a admissão do FC Porto na edição da Liga dos Campeões de 2008/09, através de um comunicado onde se pode ler:

“Conforme comunicado na sexta-feira, dia 13 de Junho, o caso disciplinar relativo ao FC Porto e à sua participação na UEFA Champions League de 2008/09 foi anulado e devolvido ao Comité de Controlo e Disciplina da UEFA. No entanto, na sequência dos fundamentos escritos enviados pelo Comité de Recursos da UEFA, é agora confirmado que o FC Porto foi admitido a participar na UEFA Champions League de 2008/09. Esta decisão deve-se essencialmente ao facto dos procedimentos legais em Portugal ainda não terem terminado”.

Significa isto que o caso vai ser ainda analisado (?) pelo Conselho de Justiça da Federação e, como não será resolvido antes do começo da Liga dos Campeões, a presença do FC Porto na próxima edição da Champions está confirmada.

No entanto, a questão não morre aqui…

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16 Junho, 2008

Suíça 2-0 Portugal

Com dois golos na segunda parte, Hakan Yakin ofereceu à Suíça, já eliminada antes do jogo em St Jakob Park, a sua primeira vitória numa fase final de um campeonato da Europa de futebol. Este poderia ser perfeitamente um resumo do jogo, caso os suíços como equipa tivessem realizado uma exibição mediana e a Selecção portuguesa tivesse existido para além dos primeiros 45 minutos de jogo. O que está muito longe da verdade.

O desejo da Suíça em abandonar o torneio com uma nota positiva foi bem patente durante toda a partida, com especial relevo para o segundo termo, em que, após um longo período de forte pressão sobre o adversário e ainda com 20 minutos para o fim, Eren Derdiyok colocou Yakin na cara do golo e o avançado não se fez rogado. Logo ali se percebeu que os co-anfitriões não deixariam fugir a oportunidade de “salvar a face”, evitando a humilhação de terminar o EURO 2008 sem qualquer ponto.

Yakin teve ainda tempo para marcar o segundo do jogo (terceiro da sua conta pessoal no EURO), da marca de grande penalidade, a castigar uma falta de Fernando Meira sobre Tranquillo Barnetta nos últimos 10 minutos.

É certo que o resultado não alterou o estatuto de Portugal como vencedor do Grupo A, mas que pode ter afectado um pouco a confiança dos adeptos, isso pode. A Suíça fez alinhar basicamente o mesmo 11 das duas anteriores partidas, mas Scolari decidiu entrar em poupanças e efectuou nada menos que 8 alterações às suas primeiras escolhas, deixando muitas das figuras principais no banco.

Nada de errado em termos estratégicos, mas a quebra do nível exibicional foi por demais evidente. De todos, sou forçado a dizer que apenas Nani e Quaresma jogaram o bastante para criar problemas à Suíça, nomeadamente pelas alas. Nani, em particular, esteve envolvido em muitas das melhores movimentações dos portugueses, incluindo uma bola ao ferro e duas situações passíveis de grande penalidade, que o árbitro austríaco, Konrad Plautz, não reconheceu como tal. Aliás, diga-se em abono da verdade que, mesmo não considerando estas duas situações duvidosas, o árbitro teve uma actuação que deixou bastante a desejar, excessivamente interventiva, a roçar o irritante, o que também não contribuiu para um melhor fluxo de jogo. Porém, não se culpe o árbitro pela fraca exibição de Portugal e pelo péssimo resultado obtido. Se o rigor do senhor Plautz tivesse sido absoluto, então Paulo Ferreira teria sido expulso pela entrada violentíssima que teve sobre Behrami.

Portugal até teve maior tempo de posse de bola, dos poucos factos do jogo em que conseguiu ser superior à Suíça, mas não soube aproveitar e falhou na eficácia. Os suíços, por seu lado, também tiveram ao seu dispor várias oportunidades para marcar, onde se pode destacar um cabeceamento de Derdiyok para defesa acrobática de Ricardo e um disparo sensacional de Gokhan Inler que ainda roçou o poste.

Inler que foi, na minha opinião, o melhor jogador em campo durante toda a partida, seguido de perto por Derdiyok, Gelson Fernandes, Philippe Senderos e, claro está, o inevitável Hakan Yakin, considerado o Homem do Jogo pela UEFA.

Ainda uma nota para a bonita homenagem prestada, no final do jogo, pelos jogadores suíços a Jakob Kuhn, de saída do cargo de seleccionador nacional, com um substituto já anunciado, o ex-treinador do Bayern de Munique, o alemão Otto Rehhagel. Terá Luiz Felipe Scolari direito a uma despedida destas? Fica a pergunta.

Estatísticas:

44.3% Posse 55.7%
16 Remates 9
6 Remates à baliza 3
2 Defesas 1
5 Cantos 2
26 Faltas 27
1 Foras-de-jogo 6
4 Cartões amarelos 4
0 Cartões vermelhos 0
19 Tackles 17
259 Passes certeiros 342
55 Passes errados 70