30 Junho, 2008...2:11 pm

Y viva España!

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Uma final digna de se ver! Bom futebol, muita emoção, equipas a arriscarem na busca do golo, sem demasiados condicionalismos tácticos passivos e expectantes. O EURO 2008 atingiu finalmente o seu pico, com uma vitória justíssima da Espanha, a equipa mais consistente do torneio, que derrotou a Alemanha por 1-0, no Ernst-Happel-Stadion, em Viena.

Se do lado espanhol não houve surpresas, pois David Villa ficou mesmo de fora, apostando o seleccionador Luis Aragonés na titularidade de Cesc Fàbregas, já do lado germânico surgiu um “improvável” no onze inicial, Michael Ballack, uma vez que o capitão da Mannschaft esteve em dúvida até ao último momento,

Arrisco-me a dizer, no entanto, que os primeiros 15 minutos de jogo, com grande protagonismo da Alemanha, constituíram a grande surpresa da partida. Nesse período, os alemães tudo fizeram para contrariar e inverter completamente as estatísticas, assumindo o jogo, com um fuebol pressionante, de ataques constantes e foram mesmo os primeiros a criar perigo. Deu gosto ver a Alemanha jogar assim. Pena que durou pouco. A partir do quarto-de-hora, os espanhóis ergueram-se no seu orgulho, equilibraram a partida e, pouco a pouco, deram a volta por cima, ascendendo a uma condição que nunca mais perderam até ao apito final.

Aos 14 minutos, os espanhóis poderiam ter chegado ao golo, graças a um corte defeituoso de Christoph Metzelder, no interior da área. Lehmann estava atento e fez uma defesa providencial. Aos 23 minutos, a Espanha desperdiçou nova oportunidade, após um cruzamento de Sergio Ramos do lado direito, com Fernando Torres a elevar-se de forma soberba entre os centrais alemães e a rematar de cabeça, mas a bola, caprichosamente, foi ao poste da baliza de Lehmann.

Aos 32 minutos, Fàbregas tentou um remate de fora da área, mas Lehmann segurou. No minuto seguinte, os espanhóis chegariam ao golo, por intermédio de Fernando Torres, a premiar uma exibição até aí notável do avançado. Xavi, com um passe sensacional, desmarcou Torres, que ultrapassou Philipp Lahm e, com um remate em jeito, simples mas pleno de técnica, fez a bola passar por cima de Lehmann, para um golo de belíssimo efeito. Aqui fica a sequência da jogada que marcou decisivamente esta final.


A partir daqui, os alemães pareceram acusar demasiado o golo e os espanhóis tomaram mesmo conta do jogo. Desperdiçaram mesmo vários lances para dilatar a vantagem, ainda durante a primeira parte e depois na segunda, apesar de o seleccionador alemão ter arriscado tudo, colocando em campo os avançados  Kuranyi e Gomez. No entanto, os espanhóis continuaram a controlar bem o andamento do jogo, beneficiando das melhores ocasiões para chegar ao golo. Os alemães tentavem pressionar, mas o destaque vai apenas para um lance de Ballack, aos 60 minutos, com um remate de pronto à entrada da área, que saiu muito perto do poste da baliza de Casillas. Aragonés respondeu com a entrada de Xabi Alonso para o lugar de Fàbregas.

Aos 67 minutos, os espanhóis estiveram realmente perto de fazer o 2-0. Após a marcação de um livre, Sergio Ramos surgiu inesperadamente isolado ao segundo poste com um grande cabeceamento, mas foi mais uma vez Lehmann quem salvou os alemães de sofrerem o segundo golo.

Até final, a Alemanha ainda tentou chegar ao empate, mas os espanhóis seguraram muito bem a vantagem, tendo ainda desperdiçado uma derradeira ocasião por Marcos Senna.

Após uma longa espera de 44 anos, a Espanha voltou a conquistar um Campeonato da Europa e bem o merece, por tudo o que fez, desde a fase de qualificação, passando pela fase de grupos, pelo “mata-mata” e agora na final. Claramente a melhor selecção da Europa, com o seleccionador mais consistente, pelo que o ouro está muito bem entregue.

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