Eusébio da Silva Ferreira, que dispensa apresentações – mas sabe sempre bem dizer que foi um dos mais formidáveis jogadores de futebol de todos os tempos, em afirmações à Reuteurs:
“Ronaldo não tem nada a provar a quem quer que seja, ele provou o talento que tem ao ser o melhor marcador em Inglaterra.
“Provou-o, ganhando a Premier League, a Liga dos Campeões Champions, ao serviço do Manchester United.
“Agora, está aqui com a selecção nacional, mas isso é diferente. Ele faz parte do grupo, não é Cristiano mais 10, não é só ele que conta, o que conta é a equipa de 11 jogadores.
“Essa mentalidade de grupo é boa e é boa para ele. Pode concentrar-se no futebol e ajuda-o a manter os pés assentes na terra.
“Ele pode tornar-se o melhor jogador do mundo.”
Sobre o desempenho da selecção nacional:
“Estou muito contente com o que tenho visto, tal como toda a gente em Portugal. Os primeiros dois jogos foram muito importantes e agora já podem olhar mais longe.
“Mas não diria que estão entre os favoritos. Esses continuam os mesmo, a Alemanha, a Holanda, a Itália, até mesmo a Espanha, os do costume, mas Portugal ainda não chegou lá.
“Estão no bom caminho, atingiram o primeiro objectivo e agora tudo depende.
“Um par de jogos bons animam a equipa, fazem o país unir-se e eles podem chegar à final.”
Sobre as amizades que fez ao longo sua carreira internacional:
“Nem todos sabem isto, mas a minha equipa favorita em Inglaterra é o Manchester United.
“Bobby Charlton, Denis Law, George Best, todos grandes jogadores.
“Criámos um vínculo forte quando jogámos uns contra os outros e eu ainda falo com o Bob, de tempos a tempos, embora não consiga habituar-me a tratá-lo por ‘Sir Bobby’.”
Quando lhe pediram para comparar a sua era com a futebol moderno, Eusébio sorriu e afirmou:
“Dá-me vontade de rir, quando me perguntam sobre isso.
“As pessoas dizem que agora há mais velocidade, mas o Pelé era rápido, o Johan Cruyff era rápido e acho que eu era bem rápido, também.
“Muitas coisas mudaram – agora, a Televisão é que manda e há obviamente muito mais dinheiro para os jogadores e isso é bom.
“Mas o futebol era muito duro naqueles tempos e os jogadores tinham têmpera.
“Sempre defenderei o futebol dos anos 60. Hoje em dia, contam-se pelos dedos de uma mão o número de grandes jogadores, mas naquela altura havia uma enorme quantidade deles.”
(tradução livre)

