No dia 5 deste mês, antes do jogo entre o FC Naftan e o FC Vitebsk, na Bielorrússia, o árbitro foi retirado do terreno de jogo supostamente devido a uma lesão nas costas, mas na realidade estava… “bêbado que nem um cacho”. Se a moda pega…
No dia 5 deste mês, antes do jogo entre o FC Naftan e o FC Vitebsk, na Bielorrússia, o árbitro foi retirado do terreno de jogo supostamente devido a uma lesão nas costas, mas na realidade estava… “bêbado que nem um cacho”. Se a moda pega…
Para que não andemos todos “ceguinhos”, a enterrar a cabeça na areia…
Nota: o texto aqui apresentado foi composto a partir de um artigo interessante publicado no blog ndrangheta (autoria reconhecida como tal), complementado com informações actuais retiradas dos sites dos jornais O Jogo, Record e A Bola, para que não me apelidem de meramente tendencioso. Pretende apenas fazer uma resenha de acontecimentos recentes ligados à onda de polémica em que o futebol português parece estar mergulhado e suscitar reflexões, mesmo que pontuado por alguns “à partes” que assumo e/ou subscrevo.

Façamos uma pausa para apreciar o mercado de transferências dos 4 primeiros clubes da Liga Sagres.
Uma final digna de se ver! Bom futebol, muita emoção, equipas a arriscarem na busca do golo, sem demasiados condicionalismos tácticos passivos e expectantes. O EURO 2008 atingiu finalmente o seu pico, com uma vitória justíssima da Espanha, a equipa mais consistente do torneio, que derrotou a Alemanha por 1-0, no Ernst-Happel-Stadion, em Viena.

Se do lado espanhol não houve surpresas, pois David Villa ficou mesmo de fora, apostando o seleccionador Luis Aragonés na titularidade de Cesc Fàbregas, já do lado germânico surgiu um “improvável” no onze inicial, Michael Ballack, uma vez que o capitão da Mannschaft esteve em dúvida até ao último momento,

Arrisco-me a dizer, no entanto, que os primeiros 15 minutos de jogo, com grande protagonismo da Alemanha, constituíram a grande surpresa da partida. Nesse período, os alemães tudo fizeram para contrariar e inverter completamente as estatísticas, assumindo o jogo, com um fuebol pressionante, de ataques constantes e foram mesmo os primeiros a criar perigo. Deu gosto ver a Alemanha jogar assim. Pena que durou pouco. A partir do quarto-de-hora, os espanhóis ergueram-se no seu orgulho, equilibraram a partida e, pouco a pouco, deram a volta por cima, ascendendo a uma condição que nunca mais perderam até ao apito final.
Aos 14 minutos, os espanhóis poderiam ter chegado ao golo, graças a um corte defeituoso de Christoph Metzelder, no interior da área. Lehmann estava atento e fez uma defesa providencial. Aos 23 minutos, a Espanha desperdiçou nova oportunidade, após um cruzamento de Sergio Ramos do lado direito, com Fernando Torres a elevar-se de forma soberba entre os centrais alemães e a rematar de cabeça, mas a bola, caprichosamente, foi ao poste da baliza de Lehmann.

Aos 32 minutos, Fàbregas tentou um remate de fora da área, mas Lehmann segurou. No minuto seguinte, os espanhóis chegariam ao golo, por intermédio de Fernando Torres, a premiar uma exibição até aí notável do avançado. Xavi, com um passe sensacional, desmarcou Torres, que ultrapassou Philipp Lahm e, com um remate em jeito, simples mas pleno de técnica, fez a bola passar por cima de Lehmann, para um golo de belíssimo efeito. Aqui fica a sequência da jogada que marcou decisivamente esta final.
A partir daqui, os alemães pareceram acusar demasiado o golo e os espanhóis tomaram mesmo conta do jogo. Desperdiçaram mesmo vários lances para dilatar a vantagem, ainda durante a primeira parte e depois na segunda, apesar de o seleccionador alemão ter arriscado tudo, colocando em campo os avançados Kuranyi e Gomez. No entanto, os espanhóis continuaram a controlar bem o andamento do jogo, beneficiando das melhores ocasiões para chegar ao golo. Os alemães tentavem pressionar, mas o destaque vai apenas para um lance de Ballack, aos 60 minutos, com um remate de pronto à entrada da área, que saiu muito perto do poste da baliza de Casillas. Aragonés respondeu com a entrada de Xabi Alonso para o lugar de Fàbregas.
Aos 67 minutos, os espanhóis estiveram realmente perto de fazer o 2-0. Após a marcação de um livre, Sergio Ramos surgiu inesperadamente isolado ao segundo poste com um grande cabeceamento, mas foi mais uma vez Lehmann quem salvou os alemães de sofrerem o segundo golo.
Até final, a Alemanha ainda tentou chegar ao empate, mas os espanhóis seguraram muito bem a vantagem, tendo ainda desperdiçado uma derradeira ocasião por Marcos Senna.
Após uma longa espera de 44 anos, a Espanha voltou a conquistar um Campeonato da Europa e bem o merece, por tudo o que fez, desde a fase de qualificação, passando pela fase de grupos, pelo “mata-mata” e agora na final. Claramente a melhor selecção da Europa, com o seleccionador mais consistente, pelo que o ouro está muito bem entregue.


Ontem, no pavilhão da Luz, havia de se fazer história, independentemente do resultado e do vencedor. O Benfica recebeu o Belenenses para jogar a “negra” da final do Campeonato Nacional de Futsal e venceu por 4-2, renovando assim o título nacional e sagrando-se bicampeão de futsal pela primeira vez em Portugal! É o quarto título da equipa “encarnada”, o segundo nos últimos dois anos, pelo que se tornou a primeira a equipa a ganhar dois campeonatos consecutivos, desde que foram instituídos os “play-off”, na época 2004/2005.
Ambas as equipas entraram no jogo muito empenhadas, concentradas e a jogar ao ataque. Desde o início se percebeu que o jogo iria ser extremamente equilibrado, embora na primeira fase os “azuis” do Restelo tenham dado mais trabalho ao guarda-redes “encarnado”, Bebé, que evitou várias vezes o golo. É verdade que o Benfica teve mais dificuldades em chegar à baliza de Marcão, mas quando o fez, foi sempre com perigo.
A primeira parte foi jogada com extrema intensidade, por vezes mesmo de forma muito “dura”, embora o árbitro não tenha deixado jogar, sem assinalar qualquer falta. De um lado e de outro tentaram chegar ao golo, mas com os guarda-redes em bom plano e algumas vezes por “intervenção” dos postes, tal não aconteceu até ao intervalo.
A segunda parte continuou em ritmo muito forte e os jogadores tentavam o tudo por tudo para chegar ao golo, mas só a nove minutos do final surgiu o primeiro da partida. Arnaldo fez o 1-0 para os “encarnados” e os adeptos explodiram de alegria nas bancadas. No entanto, o Belenenses, com a grande equipa que tem, não desistiu nunca e haveria de chegar ao empate a dois minutos do final da partida, com um tento de Jardel.
O resultado haveria de se manter até ao apito final e foi necessário jogar mais 20 minutos para decidir o novo campeão nacional. À imagem do tempo regular, o prolongamento foi muito intenso, sempre com jogo de ataque e foram várias as oportunidades de golo. A bola, contudo, teimava em não entrar. Até que o inevitável Ricardinho, a 53 segundos do final da primeira parte, fez o segundo para a equipa da casa.
Já no segundo tempo do prolongamento, Jardel bisou e voltou a empatar a partida. Logo a seguir, Arnaldo imitou-o e colocou o Benfica novamente em vantagem, consolidada definitivamente por César Paulo, a cerca de um minuto do final.
Após entrar nesta fase final a perder, com a derrota sofrida no Restelo (3-4), o Benfica não defraudou os seus adeptos, assumiu o papel de anfitrião nos dois últimos jogos e alcançou a reviravolta, primeiro com uma goleada por 6-0 e agora com um triunfo muito mais “suado”, mas justo.
Parabéns ao Benfica pelo título conquistado e uma palavra de apreço também para o Belenenses, que fez a sua melhor época de sempre, chegando à final de ambas as competições internas, embora tenha perdido a Taça de Portugal para o Sporting e o que seria o seu primeiro título nacional para o Benfica.
Chegou o dia do tira-teimas. Espanha vs. Alemanha. Técnica e fantasia vs. força e rigor táctico. Um jogo de resultado imprevisível. Como diria Luis Aragonés, “agora, é cara ou coroa”.

Isto, apesar de os números neste Europeu concederem algum favoritismo à selecção espanhola: mais golos marcados que o adversário, menos golos sofridos, mais remates, mais cantos, mais assistências, mais ataques, mais posse de bola, mais faltas sofridas (e cometidas), mais passes… Não admira que, entre os jogadores espanhóis, reine a boa disposição.

Porém, como nestas coisas os números pouco contam e do outro lado está uma equipa sólida, cinicamente eficaz e herdeira de uma longa tradição de presenças em finais, tudo pode mesmo acontecer.
Uma coisa é certa, os alemães vão lutar com todas as armas pela vitória diante dos espanhóis e parecem animados para jogar a final.
Com uma possível grande contrariedade… O capitão da Alemanha e figura de proa da selecção alemã está em dúvida para a final. Ballack apresentou queixas na coxa direita nos últimos dias e não treinou nos ultimos dois dias, pelo que o seu contributo em campo afigura-se como, no mínimo, muito condicionado, como confirmou o treinador Joachim Low.

O técnico alemão afirmou que o departamento clínico da selecção alemã está a fazer tudo para recuperar o jogador, mas ainda não há certezas de que consiga recuperar a tempo. Nessa circunstância, Low considera já outras hipóteses para o lugar, nomeadamente Borowski ou Schweinsteiger.
Para terminar, aqui ficam algumas frases de elementos das 3 equipas em campo, que podem servir de mote ao jogo de logo mais.
Espanha:
Aragonés: “Eles ganham em estatura e força, mas também vão sofrer.”
Casillas: “Queremos evitar a lotaria dos penalties.”
Puyol: “É difícil esta Espanha perder uma bola.”
Guiza: “Se ganhar o Europeu? Caso-me.”
Aragonés: “Ninguém se lembra dos vice-campeões.”
Alemanha:
Low: “O que esperamos é simplesmente ganhar.”
Hitzlspelger: “Marcá-los em cima, pressioná-los muito cedo e anteciparmo-nos nos desarmes.”
Metzelder: “Acredito que eles (espanhóis) têm alguns complexos.”
Low: “A Espanha foi a equipa mais constante.”
Árbitro:
Rosetti: “Historicamente, existe um grande respeito pelos árbitros italianos.”
Rosetti: “Espero que não chova.”
Rosetti: “Preferia ver a Itália neste jogo e voltar para casa mais cedo.”

As surpresas no lado feminino começaram na quinta-feira, com a eliminação da russa Maria Sharapova, terceira cabeça-de-série, após perder a partida contra a sua compatriota Alla Kudryavtseva (154ª posição do ranking mundial), por 6-2 e 6-4. Sharapova cometeu 22 erros não propositados e 8 duplas faltas, pelo que esteve quase irreconhecível.
(Sharapova irritada)
Na sexta-feira, a grande surpresa da jornada foi a derrota da número um mundial, a sérvia Ana Ivanovic, frente à chinesa Zheng Jie (133ª do ranking), por 6-1 e 6-4. Jie, pelo menos não é uma humilde desconhecida, pois ganhou o Estoril Open em 2006.
(Ivanovic destroçada)
Ontem, Sábado, a também russa Dinara Safina, finalista de Roland-Garros, foi derrotada pela israelita Shahar Peer (24ª) em três sets, com os parciais de 7-5, 6-7 (4/7) e 8-6.
(Safina inconformada)
Entretanto, mais uma russa, Elena Dementieva e a norte-americana Venus Williams garantiram a passagem aos oitavos-de-final do Torneio de Wimbledon, ao vencerem as respectivas adversárias.
Elena Dementieva, quinta favorita, não teve tarefa fácil, ao defrontar a argentina Gisela Dulko com os parciais de 7-6 (7/2), 7-5.
(Dementieva)
Venus Williams, sétima pré-designada, conseguiu ultrapassar a espanhola Maria Jose Martinez Sanchez em dois sets , 6-1, 7-5.
(Venus Williams)
A irmã, Serena Williams, sexta favorita, havia já passado aos oitavos-de-final, ao afastar da prova a francesa Amélie Mauresmo (29ª) em dois sets, com os parciais de 7-6 (7/5), 6-1.
(Serena Williams)
A sérvia Jelena Jankovic será, agora, a principal favorita à conquista da prova, mas convém lembrar as dores que sentiu no joelho, durante a última partida e que poderão dificultar-lhe a vida no próximo desafio.
(Jankovic)

Do lado masculino, tudo mais normal. O tenista espanhol Rafael Nadal (2º do ranking) garantiu a qualificação para os oitavos-de-final, ao vencer o 27º favorito, o alemão Nicolas Kiefer, pelos parciais de 7-6 (7/3), 6-2, 6-3. No próximo desafio, Nadal vai enfrentar o vencedor da partida que opõe o russo Mikhaïl Youzhny (17º) e o checo Radek Stepanek (16º).
(Rafa Nadal)
Por seu lado, o suíço Roger Federer continua a somar vitórias. Para passar aos oitavos, o nº 1 mundial venceu o sueco Robin Soderlin por 6-3, 6-4 e 7-6.
(Roger Federer)
Outro tenista a ter em conta é o russo Marat Safin que, após ter eliminado um dos principais favoritos, o sérvio Novak Djokovic, garantiu a passagem aos oitavos-de-final, derrotando o italiano Andrea Seppi. Não teve, contudo, tarefa fácil, pois a partida foi muito equilibrada. Apenas ao fim de quatro sets, com os parciais de 7-6 (7-5), 3-6, 7-6 (7-3) e 6-4, é que Safin conseguiu afastar Seppi.
(Marat Safin)
Quanto à participação portuguesa nesta 122ª edição do Torneio de Wimbledon, ficou ontem pelo caminho com a derrota de Frederico Gil, na segunda ronda de pares. O melhor tenista português da actualidade e veterano belga Dick Norman, de 37 anos, ainda estiveram a liderar por 2-0 e muito perto do triunfo no quarto set. Porém, acabaram derrotados pelos parciais 4-6, 2-6, 6-1, 7-6 e 6-4, por uma dupla checo-eslovaca composta por Petr Pala e Igor Zelenay. Recorde-se que Gil havia já sido eliminado, em cinco sets, na primeira ronda de singulares, perante o francês Jeremi Chardy.

(Frederico Gil)
Empolgante. Num jogo em que tudo poderia ser decidido a favor do Belenenses, o Benfica, campeão nacional em título, foi obrigado a “puxar dos galões” e colocar em campo toda a sua raça. Os jogadores “encarnados” tinham consciência de que só uma vitória poderia mantê-los na corrida pela revalidação, após a derrota no primeiro jogo por 4-1 e entraram bem na partida, com 15 minutos de completo domínio sobre o adversário. Só após o 3-0, com golos de Ricardinho (7′) e César Paulo (10’ e 14’), a equipa de Beto Aranha abrandou o ritmo e, a espaços, concedeu superioridade no jogo ao Beleneneses . Viria, mesmo assim, a terminar com uma exibição de grande nível e uma vitória expressiva por 6-0, fruto de contra-ataques acutilantes e letais, com mais 3 golos, desta feita concretizados por João Marçal (32’), Ricardinho (33’) e Ricardo Pereira (39’) .
Resultado que adia a decisão do título de campeão de Futsal para hoje, Domingo, às 15 horas, mais uma vez no pavilhão da Luz, onde Benfica poderá mais uma vez beneficiar do apoio dos adeptos para conquistar o “bi”, mas onde o Beleneneses poderá reencontrar-se como excelente equipa que é e fazer história, conquistando o título nacional pela primeira vez. A ver vamos.
Há muito que se comenta, mas o canal Benfica TV foi oficialmente aprovado e constituído apenas na mais recente Assembleia Geral do clube. Com uma estrutura accionista formada por empresas do Benfica, liderado pelo director Ricardo Palacin (anunciado em Março) e a funcionar nas instalações do Estádio da Luz e provavelmente no centro de estágio do Seixal, embora os conteúdos e os jornalistas ainda não sejam conhecidos.
Segundo Ricardo Maia, director de comunicação do clube, o projecto deverá arrancar em Outubro deste ano, estando já os responsáveis a trabalhar numa grelha de programas. Isto, apesar do canal não poder transmitir os jogos (da equipa principal), pois os direitos de transmissão até 2012 continuam nas mãos da Sportinvest, proprietária da Sport TV.
O clube, a massa associativa e simpatizante e a cultura benfiquista justificarão a abertura do primeiro canal de televisão de um clube desportivo em Portugal? É questionável, tendo em conta a situação económica e a falta de projecção do país… No entanto, se mais de 160.000 associados e milhões (não vamos entrar na brincadeira de apontar um número “gloriosamente exacto”) de adeptos e simpatizantes espalhados pelo mundo, além de uma tradição desportiva centenária, com muitas conquistas de relevo a nível nacional e internacional e um prestígio inabalável – pese os resultados futebolísticos ao longo das últimas duas décadas ficarem muito aquém do esperado pelos benfiquistas – não constituem motivo suficiente, então nada, em absoluto, justificaria um projecto destes. Por isso, apesar de algumas reservas, aqui fica o desejo que o canal singre e obtenha os maiores sucessos, sobretudo concentrando-se no que de melhor o clube tem para dar e mostrar e mantendo-se afastado de “guerras” e de certos elementos indesejáveis, que apregam o seu benfiquismo, mas não passam de simples arruaceiros sem formação…
Anda meio mundo “bloguístico” a partilhar esta excelente paródia e eu não pude resistir também. É genial